No passado dia 26 de maio de 2026, teve lugar o Seminário “Avaliação de Desempenho Docente: Políticas, Práticas e Efeitos”, na Universidade Lusófona de Lisboa, onde se debateu o futuro e os efeitos desta temática na qualidade do ensino.
O seminário contou na sua sessão de abertura com Luís Cláudio Ribeiro, Vice-Reitor da Universidade Lusófona, António Teodoro, Diretor do Instituto de Educação e Coordenador Científico do CeiED, Maria Assunção Flores, Coordenadora da Comissão Especializada Professores e outros profissionais da educação e Domingos Fernandes Presidente do CNE, que nas suas intervenções destacaram a relevância do tema como peça integrante da gestão estratégica de recursos humanos nas escolas.
Assunção Flores, Coordenadora da Comissão Especializada e Permanente, Professores e outros profissionais da educação.
Domingos Fernandes, Presidente do CNE.
Luís Cláudio Ribeiro, Vice-Reitor da Universidade Lusófona.
António Teodoro, Diretor do Instituto de Educação e Coordenador Científico do CeiED.
O momento cultural celebrou a educação através da cultura, com uma prestação musical a cargo da Orquestra Geração do Agrupamento de Escolas da Boa Água.
O desafio sobre a forma como a avaliação pode contribuir para a melhoria do ensino e dos resultados dos alunos, conciliando os propósitos sumativos, gestão de carreiras, com os propósitos formativos, desenvolvimento profissional, aspetos sobre os quais a conferencista principal, a Professora Melissa Tuytens, da Universidade de Gante (Bélgica), se debruçou destacando-se quatro pontos:
- Integração Estratégica: A avaliação de professores deve ser vista como parte integrante da Gestão Estratégica de Recursos Humanos (SHRM), alinhando os objetivos da escola, o contexto e as práticas de gestão;
- O Feedback como peça-chave: O elemento central da avaliação é o diálogo reflexivo; a perceção que o professor tem da utilidade do feedback recebido é o que determina se este terá impacto real na melhoria do ensino;
- O Modelo AMO (Ability, Motivation, Oportunity): O desempenho docente é potenciado através de três eixos: Capacidade (desenvolvimento profissional), Motivação (sistemas de recompensa e avaliação) e Oportunidade (participação e design do trabalho);
- Liderança para a Aprendizagem: O papel do diretor é fundamental para criar um ambiente de confiança; escolas com uma liderança integrada (instrucional e transformacional) apresentam melhores resultados no bem-estar dos professores e na aprendizagem dos alunos.

MellissaTuytens, da Universidade de Gante (Bélgica).
Os Painéis 1 e 2 reuniram especialistas como Assunção Flores, Elsa Estrela e Beatrice Ávalos (Painel 1), diretores de agrupamentos, professores avaliadores e diretores de centro de formação que exploraram as implicações éticas, metodológicas e pedagógicas do sistema atual, numa perspetiva teórica e através de experiências práticas partilhadas por diretores e professores avaliadores de agrupamentos de escolas (Painel 2).

Assunção Flores, Coordenadora da Comissão Especializada e Permanente,
Professores e outros profissionais da educação.
Assista ao Painel 2 e Encerramento (Anabela Leal, Paulo Ferreira, Maria João Lobato, Cristina Faria dos Santos, com moderação de Cristina Bastos)

Painel 2
Anabela Leal, Diretora Escola Secundária de Felgueiras.
Paulo Ferreira, Professor, Avaliador interno, do AE Fernando Casemiro Pereira da Silva de Rio Maior.
Cristina Bastos, Conselheira do CNE.
Maria João Lobato, Professora Avaliadora externa, do AE das Laranjeiras.
Cristina Faria dos Santos, Diretora do CFAE Centro Oeste.
O encerramento ficou a cargo do Presidente do CNE, Domingos Fernandes, e do Diretor do Instituto de Educação da Lusófona, António Teodoro, que reforçaram o compromisso com uma reflexão rigorosa e necessária sobre o estatuto e a profissionalidade docente em Portugal.
